sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cúpula do clima terá 1,2 mil limusines e 140 jatos particulares


Pouca gente discorda que é nobre a causa por trás da Cúpula do Clima de Copenhague, que começou nesta segunda (07) e acontece até o dia 18 de dezembro na capital dinamarquesa. Afinal, reduzir a emissão de poluentes e, assim, diminuir os efeitos do aquecimento global é apontado por muitos como a única forma de salvar o planeta.

Mas, ao que parece, tem muita gente preocupada com o meio ambiente apenas no discurso. De acordo com o jornal inglês Telegraph, os mais de 30 mil participantes da cúpula vão produzir cerca de 41 mil toneladas de CO2 durante os 11 dias de duração do evento. É o equivalente à produção de uma cidade de 140 mil habitantes.

Parte desses poluentes serão emitidos nas viagens dos participantes para Copenhague. Estima-se que 140 jatos particulares pousarão no aeroporto da cidade durante o período. O número é tão grande que não haverá lugar para eles estacionarem. Muitos terão de seguir para outros aeroportos da região e só voltar à Dinamarca para buscar seus passageiros VIP.

As limusines que vão circular pelas ruas da capital dinamarquesa também são apontadas como vilãs do meio ambiente. De acordo com o jornal inglês, mais de 1,2 mil delas vão transportar os participantes. Apenas 5 dessas limusines são híbridas - ou seja, têm dois motores, um elétrico e um a combustão, o que ajuda a reduzir as emissões.

O jornal inglês lembra ainda que muitos dos mais de 30 mil participantes da cúpula não têm muito a fazer na cidade. Entre os convidados estão os atores Leonardo DiCaprio, Daryl Hannah, a modelo Helena Chritensen etc.


COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto

Minc diz que reunião de Copenhague não será um fracasso

Reduzir Normal Aumentar Imprimir O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, garantiu que a reunião mundial sobre mudanças climáticas, iniciada nesta segunda-feira em Copenhague, "não será um fracasso" graças a compromissos já anunciados por vários países que tiveram o Brasil como impulso.

De acordo com o ministro, o anúncio feito pelo Brasil de que buscará reduzir suas emissões de gases-estufa em até 38,9% até 2020 fez com que outros países apresentassem números. Minc acredita que a posição brasileira também provocou a China e os Estados Unidos, os dois maiores emissores do mundo, a abandonarem a posição de "abraço dos afogados". "No sentido de submergirem o mundo no derretimento das geleiras", disse. "Mesmo que não se chegue a um acordo sobre tudo, e não vai se chegar a um acordo sobre tudo, uma base sólida será feita", avaliou o ministro.

Segundo Minc, o que já está sobre a mesa não será tirado. O ministro falou a jornalistas durante evento da Abras, associação que representa o setor de supermercados, no qual foi assinado um acordo em que os varejistas se comprometem a não adquirir carne oriunda de áreas desmatadas. "Copenhague vai sair certamente com um acordo assinado", apostou.

Um acordo global para reduzir as emissões de gases-estufa, apontados como responsáveis pelas mudanças climáticas, tem esbarrado em questões como a divisão das reduções de emissões entre países ricos e em desenvolvimento e o financiamento para que países pobres consigam lidar com as mudanças do clima.

Minc, que viajará para a capital dinamarquesa na sexta-feira, disse que a meta brasileira representa uma redução de aproximadamente 1 bilhão de toneladas de carbono, o mesmo que recuar as emissões brasileiras a níveis similares aos de dez anos atrás.

O ministro estimou ainda que, para cumprir essas metas, serão necessários 10 bilhões de reais anuais ao longo de uma década. Minc inclui nessa cifra recursos dos governos federal, estaduais e municipais e da iniciativa privada.

Uma das formas para financiar esse montante é o Fundo Amazônia, criado no ano passado com doação de 1 bilhão de dólares do governo da Noruega. De acordo com Minc, a Alemanha garantiu mais 18 milhões de euros para o fundo, e o governo aproveitará a reunião sobre o clima para tentar obter mais recursos.

"A gente acha que isso pode ser triplicado, quadruplicado", afirmou, ao comentar que o Brasil levará à capital dinamarquesa um estande sobre o Fundo Amazônia em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

1ª Pré-conferência Tema: Sustentabilidade

1ª Pré-conferência
Tema: Sustentabilidade
Data: 26-11-2009
Local: Auditório da UNIP- Alphaville
Av. Yojiro Takaoka, 3500
Horário: 8h00 ás 17h00


Programa:

8h00 – Inscrições / Welcome coffee

8h30 - Abertura:

Silvinho Peccioli, Prefeito.
Roberto Ignátios – Secretaria de Planejamento e Receita
Vereador Regis Salles- PMDB-SP, Presidente da Câmara Municipal.
Vereadora Maria Helena – DEM-SP, Proponente da conferência.
Diretor Unip Alphaville
Laercio Braga – Jornalista Ambientalista, Idealizador da conferência.


9h00 - Construção Civil Sustentável – Wilson Honda
Gênesis Takaoka

“Em um futuro que não está muito distante, a construção civil, como a conhecemos, deixará de existir. Além de sofrer mudanças conceituais, ela tenderá a passar também por uma transformação de nomenclatura. Será definida como construção civil sustentável e estará voltada para a redução do impacto ambiental.

9h40 - Economia e Sustentabilidade – Sandra Liliana Guerrero Suares
Economista, Msc Economia Ambiental.

“Será necessária uma macroeconomia para sustentabilidade que, além de reconhecer os sérios limites naturais à expansão das atividades econômicas, rompa com a lógica social do consumismo.” Em termos teóricos, esse parece ser o desafio maior a ser enfrentado pela economia e pela sociedade na entrada desse novo século para encontrar alternativas à crise civilizacional com a qual nos defrontamos.


10h20 - Educação para sustentabilidade – Julia de Lima Krahenbuhl Coordenadoria de Educação Ambiental da SMA.

“Todos os seres do nosso planeta fazem parte de uma grande família”. Sendo todos nós integrantes desta grande casa, dependemos uns dos outros em diversos aspectos. No entanto, essa interdependência não é explicitada no mundo moderno, nos dando a falsa impressão de que somos totalmente independentes. Isso nos afasta de orientações para a construção de uma sociedade justa, pacífica e sustentável.


11h00
- Compras públicas sustentáveis – Paula Gabriela Freitas
ICLEI

Compras públicas sustentáveis busca integrar critérios ambientais, sociais e econômicos a todos os estágios do processo de licitação. Uma compra é sustentável quando o comprador considera a necessidade real de efetuar a compra, as circunstâncias em que o produto visado foi gerado, levando em conta os materiais e as condições de trabalho de quem o gerou, e uma avaliação de como o produto se comportará em sua vida útil e a sua disposição final.


11h40 - Saúde integral e a sustentabilidade – Dr. Tales Garcia
Secretário Municipal de Saúde

“A Saúde Integral se faz necessária para que o homem passe a ser instrumentalizado afim de que ele assuma a responsabilidade pela sua própria saúde. A Saúde Integral deve ter seu foco no eixo da integralidade da saúde e do ser humano objetivando-se, dessa forma, ações de prevenção e promoção da saúde. Pensar em promoção de saúde é assumir o papel de educador do usuário dos serviços de saúde, instrumentalizando-os para exercerem sua cidadania de forma plena. Desta forma, o homem poderá, futuramente, exercer um papel ativo na sociedade e atuar para um mundo sustentável.”

12h20 – Debate

13h00 - Almoço

14h00 - Oficinas de políticas e planos de sustentabilidade

1. Construção civil sustentável
2. Economia e Sustentabilidade
3. Educação para sustentabilidade
4. Compras sustentáveis
5. Saúde integral e sustentabilidade

15h30 - Coffee Break

16h30 - Consolidação das propostas

17h00 - Encerramento

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Anfitrião de Copenhague e EUA já falam em adiar acordo sobre clima


O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, do país que sediará a cúpula de dezembro, em Copenhague, propôs neste domingo (15) adiar decisões legais e definitivas para reunião posterior.

De acordo com o plano de Rasmussen, que foi bem recebido pelo público de 19 dos 21 dirigentes de países da Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), incluindo EUA, apenas um acordo político deverá acontecer nas negociações de 7 a 18 de dezembro.

Os compromissos específicos, como os números sobre a redução de emissões de poluentes, seriam deixados para outra cúpula. O dinamarquês definiu sua proposta como "um acordo em dois passos".

Os líderes consideram que "é pouco realista esperar que daqui ao começo de Copenhague, em 22 dias, se possa conseguir um acordo internacional legalmente vinculativo", explicou um dos assessores de economia dos EUA, Michael Froman.

O presidente norte-americano Barack Obama falou em apoio da proposta do primeiro-ministro, indicou o alto funcionário da Casa Branca, afirmando que Obama pediu aos outros líderes para "não deixar que o perfeito seja inimigo do bom".

Brasil e França

O anúncio do plano de adiamento foi feito um dia depois que Brasil e França cobraram EUA e China por esforços para Copenhague, e dois dias depois que o Brasil anunciou sua meta oficial e voluntária de corte de emissões de gás-estufa, de até 38,9%, o que frustra o impulso brasileiro.

"Não exigimos o impossível, temos que fazer o razoável", disse Lula. "Não podemos permitir que Obama e Hu Jintao [presidente da China] fechem acordo tomando como base apenas a realidade econômica de seus países, sem levar em conta suas responsabilidades. O mundo é multipolar", disse o presidente.

Lula afirmou até que telefonaria para o presidente dos EUA, Barack Obama, para debater o tema.

Impasses

As negociações andam atoladas em impasses, com os países em desenvolvimento acusando o mundo rico de não fixar para si metas suficientemente altas de redução das emissões de gases estufa até 2020.

"Em vista do fator tempo e da situação dos países individualmente, precisamos, nas próximas semanas, focar o que é possível e não deixar nossa atenção ser desviada para o que não é possível," disse aos líderes o primeiro-ministro dinamarquês.

Não ficou claro se a China, hoje o maior emissor de carbono do mundo, aderiu à proposta apresentada em Cingapura. Na reunião durante o café da manhã, o presidente chinês Hu Jintao falou sobre a necessidade de se criar um mecanismo de financiamento para os países ricos darem apoio financeiro aos países em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas.

"Acreditamos que é melhor contar com algo bom que não contar com nada," disse o chanceler chileno Mariano Fernandez.

Suas declarações ganharam também o respaldo do presidente mexicano Felipe Calderon, que disse que, se for possível chegar a um acordo em Copenhague sobre um mecanismo de financiamento global, será "muito mais fácil acordar medidas claras e pragmáticas".

Como a primeira fase do Protocolo de Kyoto termina em 2012, as negociações entre 7 e 18 de dezembro, em Copenhague, são vistas como a última chance para todos os países concordarem em medidas difíceis mas necessárias para desacelerar o aquecimento global.

Os membros da Apec são: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Hong Kong, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Peru, Filipinas, Rússia, Singapura, Taiwan, Tailândia, Estados Unidos e Vietnã.

Fonte: Folha online

Conheça pontos da proposta de Brasil e França para Copenhague


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o colega francês, Nicolas Sarkozy, anunciaram neste sábado, em visita do brasileiro a Paris, que levarão uma proposta comum para a Conferência de Copenhague sobre o clima, no mês que vem.

Leia abaixo os principais pontos do documento:

- Países industrializados devem definir estratégias consistentes com a meta de reduzir suas emissões em ao menos 80% em relação aos seus níveis de 1990, até 2050;
- Países de fora do chamado anexo 1 (países industrializados) devem buscar crescimento de baixa emissão de carbono implementando "ações nacionais apropriadas de alívio" com apoio financeiro de países mais ricos;
- Países em desenvolvimento também devem reduzir o índice de elevação de suas emissões de gases causadores do efeito estufa;
- Países em desenvolvimento ameaçados pelos efeitos da mudança climática, particularmente países pobres e vulneráveis da África, devem receber ajuda financeira "significativa";
- Cooperação crescente na pesquisa e tecnologia entre países desenvolvidos e em desenvolvimento;
- Esforços crescentes para cortar emissões do desmatamento, em países em desenvolvimento.
- Uma organização internacional de ambiente e desenvolvimento sustentável deve ser criada.

fonte: Folha online